POESIA - Carpe diem
Tu não perguntes, é ilícito saber,
que fim a ti,
que fim a mim
os deuses concederam Leucónoe,
nem indagues os números babilónios.
Quanto melhor é, qualquer que ele seja, suportar,
quer Júpiter te tenha concedido muitos invernos,
quer seja o último este que agora enfraquece
as margens rochosas do mar Tirreno.
Sê sensato,
filtra o vinho
e restringe a longa esperança a um breve abraço.
Enquanto falamos ter-se-á escapado
o invejoso tempo.
Colhe o momento
crédulo o mínimo possível,
no instante seguinte.
(Horácio)

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