ANTOLOGIA - PEDAGOGIA
ANTOLOGIA - PEDAGOGIA
Inicio, hoje, a publicação de um conjunto de textos, eventualmente incómodos; serão, porventura, textos malditos. Apontam para algo que teimosamente tentam cobrir com paninhos quentes: Só que a realidade, a nossa crua realidade, está aí escancarada...
A solução de problemas não passa por ignorá-los. Há que reflectir aprofundadamente, procurar caminhos para vencer os obstáculos.
São textos imprecindíveis a uma formação criteriosamente alicerçada em valores, que abarca posicionamentos diversos quanto à profissão e na profissão.
A escola, uma máquina devorante
Polícias e garantes da ordem é o que nós somos, encarregados de «limpar» as ruas e as casas, recolhendo as crianças.
(...) Somos, pelo contrário, muito bem vistos por certos pais, mais precisamente por quem vê, nas escolas, infantários e, a nós, como simpáticos monitores de colónias de férias perpétuas para o intelecto, encarregados de aliviar os pais para permitir a uns irem trabalhar e a outros ir fazer compras ou conversar com a vizinha. Mas seja qual for o prisma por que nos vejam, todos nos consideram antes de mais como iniciadores, como aqueles feiticeiros africanos que conduzem os jovens para o fundo das florestas e os vão lá buscar daí a oito dias, já homens feitos. Com a diferença que entre nós a iniciação é mais demorada e que, apesar de tudo, lhes ensinamos coisas mais sérias.
(Pierre Joncour)

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