GEOGRAFIA - Um atlas que...
UM ATLAS QUE ACABA DE APARECER
Embora aposentado, não perdi o bicho da Geografia: esforço-me por estar à la page ... tanto quanto possível.
Ora, dois prestigiados jornais diários lançaram o "Grande Atlas do século XXI" e, vai daí, apressei-me a adquirir o 1º volume. Comecei por uma rápida desfolhadela até que, por motivos óbvios, me detive mais detalhadamente no que está escrito sobre Portugal. Saltam logo à vista algumas "pérolas":
- «A "revolução dos cravos" de 1974, com o abandono de quase todas as colónias...»
Que colónias não foram abandonadas? (no sentido de não terem acedido à indepêndência. Timor?)
- Legenda:
«... costa do Algarve (...) na parte mais meridional de Portugal, no Mediterrâneo.»
Esta é de cabo-de-esquadra! Ou algo esticou, ou algum outro algo encolheu, ou os dois algos em simultâneo...
- «Paisagem agrária (...) na qual se estendiam cada vez mais em direcção ao sul as originárias estruturas de policulturas intensivas...».
É isso: o Alentejo está um jardim de hortícolas e o Algarve, antes da "invasão" nortista, era uma imensidão onde predominava a monocultura (só não sei de quê!).
- A falta de alimentos e o sempre esclarecedor conceito de «sobrepovoamento» aparecem como causas das «correntes migratórias transoceânicas».
Quando? E em que corrente América-África está o autor a pensar?
Bem, isto em meia página. Valerá a pena gastar mais cera?

0 Comments:
Post a Comment
<< Home