... TEMPOS QUE SE REPETEM?
... TEMPOS QUE SE REPETEM?
As quadrilhas só queriam o poder pelo poder. Portanto, o poder a todo o transe. Um partido seis anos, oito, dez, já não digo 15, 20, 30 e mais anos no governo, como na Inglaterra, na bèlgica e na Suiça, as mais democráticas nações da Europa, não se compreendia nem se admitia em Portugal. Ainda bem uma quadrilha não tinha saido do poder já empregava todos os processos para, de novo, alcançar o poder. Todos os processos! Servia-lhe a lisonja, o servilismo, a corrupção, o roubo, a mentira. Servia-lhe a ameaça. Servia-lhe a arruaça. Aliava-se com os republicanos. Aliava-se com os anarquistas. Aliava-se com o inferno. Vendia a alma ao diabo. Tudo!. Numa palavra, tudo! Todos os expedientes eram bons. Todos os processos eram lícitos. O rei queria colocar-se rigorosamente sob o ponto de vista constitucional? Impossível! Queria guiar-se pelos ditames da honra, da correcção e do bem do público? Estava perdido (...)
No dia em que o rei de Portugal quis levantar as rações à cobiça e reprimir a bambochata dos interesses particulares para os subordinar a um intersse sa salvação colectiva, foi assassinado e a monarquia extinguiu-se.
(in Monarchicos e republicanos, de Homem Cristo)
[Aveiro, 1 de Fevereiro de 2006 - A História ainda não julgou!]

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