ANTOLOGIA - PEDAGOGIA VIII
A escola, uma máquina devorante
No salve-se quem puder de hoje, a escola é o refúgio, o barco de salvação (...). O que nos transforma a nós, professores, em valentes marujos das escolas-baleeiras. Não temos mãos a medir quando, no pânico geral, os pais nos entregam os filhos dizendo: «Agarre-o, salve-o».
Claro que o agarramos, mas quanto a salvá-lo não contem com isso. Quando a situação é grave compete a cada um salvar-se sozinho. Não podem ir todos até ao fim da viagem, não podem entrar todos na Universidade.
(Pierre Joncour)

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