POESIA - António de Oliveira Soares
A Ceifeira
(...)
Porque eu não quero mais, do mar,
tornar a ver-te, de musselinas brancas:
Só se morre de não amar,
mas o navio irá só, deixando pelo mar,
um desfolhar de rosas brancas.
Nunca mais te verei, ó Ceifeira
do meu peito!
Deserta estáhoje a eira...
Ah! quem me dera agora ó minha ideal Ceifeira,
as espigas qu'outrora cortaste no meu peito?
(...)

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