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Thursday, April 12, 2007

GASTRONOMIA

A cozinha alemã

Mas vale a pena provar o presunto da Westphalia, com que poucos podem competir, o salmão do Rheno, os patos de Vierland, as trutas de Eifel e, da Floresta negra, o seu caviar; ir a essa mesma Floresta Negra beber o seu Kirsch ou a sua framboesa; a Nuremberg, ao Bratwurstherzlein, um dos mais velhos restaurantes da Alemanha, comer as suas famosas salsichas, rivais das de Francfort, ou ao viveiro do Fischküche Luftsprung deliciar-se com as suas carpas fritas ou cozidas com manteiga, segundo as velhas receitas do cozinheiro da casa, misteriosas e sagradas como ritos religiosos. Também se pode ir a Essen, a cidade das máquinas, comer o pão negro de luxo, o pumpernickel, ou a Colónia, as anguille du Rhin avec pommes vertes e as delikatesseen de uma cozinha farta e cuidada.
(In Volúpia - A nona arte: a gastronomia, de Albino Forjaz de Sampaio)

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