GASTRONOMIA - Pratos nacionais III
PRATOS NACIONAIS - Caldeiradas
Ao longo do litoral por exemplo, a caldeirada portuguesa, tão diferente conforme a província, o pescado, e até a companha de pescadores e a praia em que residem... Quem não comeu já a caldeirada do safio e eirós dos catraeiros da Trafaria e Porto Brandão, as caldeiradas patrícias, inverosivelmente celestes dos Gamelas de Aveiro, e a caldeirada de raia dos pescadores da costa de S. Jacinto? Isto para não citar o já velho e esquecido caldeirista-mór da rigolade alfacinha, António de Belém, perto dos arcos, cujo génio do refogado, nas suas relações sociais e aperitivas com o peixe, era tão alto, que o crítico francês Charles Yriarte, jantando ali uma vez comigo, prometeu mandar-lhe de Paris o diploma de sócio do Instituto.
(Fialho de Almeida, cit. in Volúpia - A nona arte: a gastronomia, de Albino Forjaz de Sampaio)

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