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Thursday, April 13, 2006

PROSA - Júlio César Machado

Tanta gente à procura da felicidade por montes e vales imaginários, onde um levanta uma choça e outro um palácio - que logo mudam, ainda a obra em meio, palácio daqui, choça dali - para outra vez largarem à descoberta, de sonho em sonho, no alcance da pátria da ventura, que escorrega e foge debaixo dos pés... E, desta vez, peregrinos como somos e pobrezinhos, até sem lira no alforge, chegámos à fronteira; chegámos-lhe; lá está ela, a felicidade...
Dar. Fazer bem. Lá está ela, a luzir entre flores!
(Júlio César Machado)

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