FRAGMENTO
Fragmento do jornal d'uma senhora
A velhice, que se dá um trabalho infinito para tornar invisíveis as tristes devastações dos invernos que tem atravessado, assemelha-se extraordinariamente à criança muito pequena que, para esconder-se, depois de pensar muito, se mete detrás da cortina de cambraia transparente da janela e diz, cheia de entusiasmo: - Aonde estou eu? Aposto que ninguém me encontra!
(M. M.)

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