GASTRONOMIA
A cozinha alemã
Sim, porque na Alemanha come-se muito e bem.
A Brasserie Pschorr, de Munich, tem nos seus reclamos «porções para Gargantua», e o Wittelsbacherhof, de Spire, no palaitino, afirma que por 5,50 R. M. dará aos seus clientes um «repasto pantagruélico». Se ao lisonjear esta matéria quer o meu leitor o lisonjear dos olhos, vá a Berlim, ao Café Vaterland, em Postdamer Platz, e aí encontrará doze grandes salas, cada uma correspondendo a uma província da Alemanha, onde se servem os pratos regionais, por criadas em trajos característicos, ao som de músicas a elas peculiares. Mas é um ambiente espiritual o que deseja, como o de procurar Wagner em Beiruth? Procure em Bremen o Rats Keller, onde passaram velhos poetas e escritores conhecidos, e, aí, mandando subir da cave velhíssimos vinhos, terá sua evocação.
(In Volúpia - A nona arte: a gastronomia, de Albino Forjaz de Sampaio)

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