IDENTIDADE III
IDENTIDADE NACIONAL
É que a Europa, desencantada por demasiadas Razões que resultam em massacres e em genocídios, volta a interessar-se pelo Sonho, recupara a esperança graças ao Imaginário. Será necessário citar aqui o nosso Gaston Bachelard, que foi meu mestre, embora estivesse na Sorbonne? Será necessário evocar Freud, Jung, Dumézil, Cassirer? Por isso, a nossa nova Bezauberung redescobre esse país de contradições, «terno e risonho, por dentro atormentado e trágico», como escrevia o esdpanhol Unamuno. O canto lusitano, quer seja o de Camões, o do fado, de Eugénio de Castro, da Presença, da saudade, do Novo Cancioneiro, de Vergílio Ferreira, de Nuno Gonçalves, ou de Vasco Fernandes é talvez o da nostalgia de imagens perdidas e longínquas, desvitalizadas pela nossa modernidade latino-germânica.
(Gilbert Durand)

0 Comments:
Post a Comment
<< Home