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Friday, January 13, 2006

IDENTIDADE - V

IDENTIDADE NACIONAL

Os tempos de um inelutável reencantamento (Bezauberung diria um Max Weber ressuscitado!) soaram para a Europa. E, muito naturalmente, a Europa ao reencontrar o «direito de sonhar» (G. Bachelard) redescobre Portugal. Quero ver um signo desse feliz reencontro neste confraterno convite da Universidade Nova de Lisboa - e nomeadamente do Gabinete de Estudos de Simbologia (G.E.S.) - para vir falar aos estudantes e aos colegas portugueses de novos métodos de análise situados, entre nós, no «pós-estruturalismo». A terra, o coração das instituições universitárias portuguesas parecem-me predestinadas para integrar, re-centrar toda esta reconquista do Imaginário, na qualk eu estive em França ao lado de (...). Mas quanta coragem e quanta tenacidade nos foi necessária no país de Decartes, de Voltaire (...) para nos acertarmos pela hora epistemológica da Europa de Freud, de Cassirer ou de Jung!
(G. Durand)

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